<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12918184</id><updated>2011-04-21T22:31:42.720+01:00</updated><title type='text'>Cursivo</title><subtitle type='html'>ricardo lafuente -&gt; cursivo arroba sollec ponto org</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cursivo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cursivo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>cursivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02446828099777411381</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12918184.post-138638125432007127</id><published>2007-02-06T19:48:00.000Z</published><updated>2007-02-19T16:18:57.791Z</updated><title type='text'>Morte estranha</title><content type='html'>A Câmara Municipal de Lisboa (CML) anunciou que iria cortar a sua contribuição para a realização da bienal Experimenta Design em 2007. A Experimenta cancelou o evento, responsabilizando a CML e anunciando que vai avançar para os tribunais.  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A &lt;a href="http://caixadatralha.blogspot.com/2007/02/no-experimenta.html"&gt;posição&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;CML&lt;/b&gt;, a julgar pelas explicações que deu, é muito triste. Cortar o apoio a uma iniciativa que já  dura há 8 anos com relevo internacional significativo, com base no argumento cansado e pouco sincero dos “cortes orçamentais”, é infelizmente mais um murro na barriga da cultura nacional.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="left"&gt;Por outro lado, a posição da &lt;b&gt;Experimenta&lt;/b&gt;, que cancelou o evento acusando a CML de &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://jn.sapo.pt/2007/01/30/cultura/camara_lisboa_assassinou_a_experimen.html"&gt;“assassinar a Experimenta”&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt; com o corte orçamental como argumento, também levanta questões. Os números não batem certo:  &lt;/p&gt;  &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;o orçamento para a edição  de 2007 da Experimenta era de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;€2,6 milhões&lt;/span&gt;,&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;a contribuição da  CML para esse orçamento era de 500 mil euros – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;20%&lt;/span&gt; do  total,&lt;/p&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;logo, com a retirada da Câmara  a Experimenta só terá assegurados agora &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;€2,1 milhões&lt;/span&gt;  (1)&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Poderíamos aceitar que já não existam condições para a realização da bienal de 2007, mas há que considerar que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Experimenta&lt;/span&gt;&lt;span&gt;'2005&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;custou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1,8 milhões de euros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (segundo o &lt;a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=20725"&gt;Sol&lt;/a&gt;). Se neste ano a Experimenta tem 2,1 milhões assegurados neste orçamento, porquê o cancelamento total? Se a Festa da Música, face a um corte de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;66%&lt;/span&gt;, manteve a realização – embora naturalmente mais reduzida – do evento (2), porque é que a Experimenta não pode, nesta situação, fazer ao menos um evento com o nível de há dois anos? (eu estive lá e valeu a pena)&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Guta Moura Guedes disse à imprensa, na véspera do comunicado da Experimenta e reagindo ao anúncio dos cortes orçamentais, que &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1283627"&gt;“os motivos [do cancelamento] são muito mais profundos”&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;. No dia seguinte o cancelamento era justificado apenas por esses mesmos cortes. A posição de vitimização da Experimenta (“assassinar” é um termo bastante forte) não coincide com a óbvia existência de condições para prosseguir com um evento 20% menor (mas mesmo assim mais orçamentado do que a edição anterior). As culpas do cancelamento estão a ser unicamente dirigidas aos "políticos".   &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A Experimenta não está sob a tutela do estado e, como tal, não tem de dar quaisquer explicações para as suas acções – mas o seu comunicado de imprensa é claro em apontar todas as responsabilidades à Câmara de Lisboa pelo cancelamento. As reacções a responsabilizar a Câmara incluem uma &lt;a href="http://www.petitiononline.com/xprmnt/petition.html"&gt;petição&lt;/a&gt; já com 1500 assinaturas (até à data). A medida unilateral e arrogante da CML revela uma total incompreensão das noções mínimas de investimento cultural, dada a dimensão da bienal da Experimenta. Perde-se imenso. Quanto a isso estamos conversados.  &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas tendo em conta que a Experimenta tem a possibilidade financeira &lt;span style="font-style: italic;"&gt;real &lt;/span&gt;de realizar um evento, com um interesse nacional demonstrado pelas &lt;a href="http://design-ergonomia.blogspot.com/2007/01/sim-experimenta-design.html"&gt;reacções&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://spicka-gmr.blogspot.com/2007/01/experimenta-design-cancelada.html"&gt;indignação&lt;/a&gt; por &lt;a href="http://5d0607.blogspot.com/2007/01/o-futuro-da-experimentadesign.html"&gt;todo&lt;/a&gt; o &lt;a href="http://ruadesign.blogspot.com/2007/01/experimenta-design-2007-cancelado.html"&gt;lado&lt;/a&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;é à Experimenta que se tem de perguntar porque é que em vez disso o cancelou&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Porque é que não vamos poder ter uma Experimenta em 2007, afinal?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;_______________________________&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;(1) Presume-se que nenhum outro patrocinador da Experimenta terá retirado o seu apoio como consequência da medida da CML. Caso contrário, seriam ainda piores notícias para a Experimenta e certamente o assunto teria sido abordado no seu &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.experimentadesign.pt/experimenta/pt/experimentadesign/exd07.htm"&gt;comunicado de imprensa&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;, e não foi.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;(2) &lt;/span&gt;&lt;i&gt;"A partir do momento em que tivemos um corte de 600 mil euros, ou mantínhamos a Festa da Música, ou cortávamos na programação que anunciámos", revelou, ao DN, António Mega Ferreira, que hoje falará do novo evento, Dias da Música, que decorrerá também a 20, 21 e 22 de Abril, "igualmente com muitos concertos, mas não tantos".-- &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;DN – 21 de Novembro de 2006&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12918184-138638125432007127?l=cursivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/138638125432007127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/138638125432007127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cursivo.blogspot.com/2007/02/morte-estranha.html' title='Morte estranha'/><author><name>cursivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02446828099777411381</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12918184.post-115695545460073666</id><published>2006-08-30T17:15:00.000+01:00</published><updated>2006-08-30T17:30:54.683+01:00</updated><title type='text'>Contraditório</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Recebi e agradeço, pela parte de Madalena Figueiredo (que integra a direcção da APD), uma resposta ao &lt;a href="http://cursivo.blogspot.com/2006/01/apd.html"&gt;post&lt;/a&gt; que fiz a propósito da sessão que a sua associação realizou na Faculdade de Belas Artes da UP. Aqui fica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: georgia;" dir="ltr" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;Há pouco terminou a    sessão de esclarecimento que a APD veio fazer    à Faculdade de Belas Artes, que tinha    como objectivo dar a conhecer a    dita associação junto de potenciais    interessados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é verdade a    pedido de alguns designers do Porto fomos convidados a apresentar a APD,    porque ainda há gente que acha positivo associar-se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Logo    de início, algo já não estava bem: fomos presenteados com    uma apresentação deslavada em    Powerpoint, com enfoques demasiado longos    no fraquinho logo da APD.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;relativamente ao    Powerpoint se quiser dar o seu contributo é bem vindo, desde que seja melhor,    quanto ao logotipo, é o logotipo da APD desde a sua fundação, criado por    Sebastião Rodrigues e que temos muito orgulho quer goste ou não goste.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sucederam-se as premissas da associação,    com um ar de algo já visto: os seus    objectivos serão a "protecção da    classe",     "representar os profissionais    junto do Estado", "zelar pelo    normal funcionamento da classe" e    outros pontos que nos levam para o domínio    dos lugares-comuns, tão caros ao    discurso corriqueiro de tecnocratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;evidentemente que os objectivos de uma Associação de Classe são    "algo já visto e  lugares comuns", não deixam por isso de ser    importantes, não quer isto ddizeer que não estejamos abertos a contribuições    que posssam  melhorar a nossa performance.&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;     &lt;div style="font-family: georgia;" dir="ltr" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;span&gt;E já    agora: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;     &lt;div style="font-family: georgia;" dir="ltr" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;span&gt;Está e&lt;/span&gt;statisticamente comprovado, Portugal é    um dos países com a taxa de associações per capita mais baixa. Está sempre    latente esta descrença às associações, a desconfiança, até, do "eles só foram    para lá para se encher", ou por vezes este ser mesmo o motivo único pelo qual    algumas associações são criadas, sem qualquer propósito cívico ou social. No    geral, há falta da noção que a Sociedade se constrói pelas contribuições    do Estado, de cada indivíduo e dos vários grupos de pessoas,    profissionais ou outro tipo que se organizam. Quanto a mim, esta atitude de    acharmos que alguém (Estado) tem a omnisciência e a omnipresença de tomar    conta de tudo e fazer tudo por nós, é a pior herança do salazarismo! E é a    pior por que está profundamente enraizada em cada português, de tal modo que    quase não nos damos conta disso. Estaremos, ao fim e ao cabo, ainda à espera    do D. Sebastião? Quando é que nos vamos dar conta que NINGUÉM VAI FAZER    NADA POR NÓS A NÃO SERMOS NÓS    PRÓPRIOS???&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta    apresentação (que no final apela convenientemente à adesão de todos    à APD) parte de princípios bastante    questionáveis. O que dominou foi    um discurso básico, quase demagógico, à    volta da defesa da profissão e    da auto-regulação; falo de demagogia    devido à insistência em argumentos como    a limitação do exercício de design a    licenciados, que cai sempre bem a    um estudante, futuro licenciado, que    nunca tenha pensado muito na coisa (é    um     assunto que surgirá novamente neste    blog), e o não reconhecimento por    parte das entidades fiscais da    profissão de designer, que me parece mais    um argumento fácil e circunstancial    para aumentar o discurso do coitadinho    e do orgulho profissional do que alguma    preocupação honesta com o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;não sei bem qual é a sua honesta preocupação? mas as burocracias    também são necessárias, e já agora perguntamo-lhes é estudante de Design? é    auto didacta? se não tem orgulho no que faz porque é que o faz? não nos    achamos coitadinhos, mas somo uma profissão recente que tem direito ao seu    estatuto como qualquer outra......&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Falou-se    também na necessidade de estabelecer critérios de qualidade    dos trabalhos e dos próprios designers,    e é aqui onde a argumentação    ganha contornos mais perversos. Para    não me alongar demasiado, apenas posso    dizer que não tenho muita confiança    quando ouço as mesmas pessoas que    apresentam directivas em apresentações    Powerpoint sofríveis a falar da necessidade    de padrões de    qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;pelos vistos é    um barra em Powerpoint, a maneira dos tecnocratas comunicarem as suas    exposições,  por acaso a APD tem como sócios não só como fundadores "a    crème de la crème", muitos deles também aí do Porto....&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outro    ponto que me causou bastante incómodo é a apresentação da    associação como um foco de consenso    entre os designers. O problema é que não    podemos falar de consenso se não existe    qualquer discussão formal sobre    qualquer       assunto - basta tomarmos o    exemplo da tão desejada Ordem dos Designers,    que foi referida, e cito, como um    "desenvolvimento natural" da própria    APD. Existem toda uma série de    polémicas e questões menos superficiais    que parecem querer ser ignoradas e    tomadas como certas pelas mesmas pessoas    que dizem procurar estabelecer    consensos sobre elas - e isto é mais do    que grave, é    desonesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;é claro que numa    classe tem de haver consensos, o que não quer dizer que também não haja    divergências, mas  há coisas como por exemplo a deontologia que rege a    profissão&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#0000ff;"&gt;ou até os limites dela que tem de ser    consensuais, não percebo, penso que  vive em Portugal, e a menos que    pratique algo de menos honesto, qual é o problema de uma Ordem?     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um    bom exemplo desta ausência de consenso é o facto, discutido    em profundidade nesta sessão, de    existirem duas associações de designers    a realizar trabalho paralelo: a APD e a    AND. Quando perguntei se    existiam contactos entre as duas, deu    para perceber que existem problemas muito    mal resolvidos dentro da própria    classe. Parece existir uma birra entre    as duas, embora o senhor da APD tenha    admitido que a única diferença entre    as duas são os estatutos (?!) Se a    própria estratégia de associativismo    é passível de discórdia, não é    concebível que estas duas associações    nos tentem vender assuntos como a Ordem    enquanto opiniões consensuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;é    verdade que existem 2 asssociações e que não se estão a dar lá muito bem, a    AND foi fundada por um sócio da APD enquanto esta esteve    paralisada, &lt;span&gt; &lt;/span&gt;mas o que acontece é que os sócios da APD querem    uma Associação forte e na continuação da velha APD. Temos os nossos    pregaminhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O que é    triste, no final, é assistir a uma sucessão de argumentos    mal polidos em função da burocratização    do design, cujos resultados    parecem convir mais aos anseios mais    tecnocráticos de alguns do que à relevância    do próprio design. Ao menos, deu para    perceber com quem é que estamos a lidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;lembro-lhe que somos uma associação de    designers e não de Design. Não é nossaa intenção pormos o Design de lado, até    porque não queremos que o Design  se faça sem os deesigners, mas as    burocracias são necessárias com deve imaginar, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;e    aproveito para o informar que está a lidar com o que de melhor há em Portugal.    Se quiser contribuir com as suas ideias para melhorar a APD faça    favor.&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12px;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;     &lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-size: 12px;"&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;Madalena Figueiredo&lt;span&gt; , sócia Nº 9&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12918184-115695545460073666?l=cursivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/115695545460073666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/115695545460073666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cursivo.blogspot.com/2006/08/contraditrio.html' title='Contraditório'/><author><name>cursivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02446828099777411381</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12918184.post-115686878541061952</id><published>2006-08-29T17:17:00.000+01:00</published><updated>2006-08-29T17:51:03.910+01:00</updated><title type='text'>Re: Petição</title><content type='html'>&lt;p&gt;Não sou o primeiro a &lt;a href="http://ressabiator.blogspot.com/2006/08/o-direito-burocracia.html"&gt;escrever sobre o assunto&lt;/a&gt;, mas de qualquer maneira será útil aprofundar esta discussão, já que este assunto é provavelmente um dos temas mais relevantes dos últimos tempos na área do design.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.apdesigners.org.pt/"&gt;APD&lt;/a&gt; lançou uma petição (&lt;a href="http://www.apdesigners.org.pt/docs/peti%E7%E3o.pdf"&gt;pdf&lt;/a&gt;), amplamente difundida, endereçada à Assembleia da República sobre o reconhecimento da profissão de designer. A &lt;a href="http://www.and.org.pt/"&gt;AND&lt;/a&gt; respondeu, com uma carta aberta (&lt;a href="http://www.and.org.pt/_AND/Images/default/APDpeti%E7%E3o_resposta.pdf"&gt;pdf&lt;/a&gt;) enviada para várias pessoas e depois publicada no seu site, apresentando sérias críticas à iniciativa da APD, referindo que a própria AND já tinha efectuado grande parte desse trabalho e que a própria petição demonstrava ignorância dos trâmites legais necessários. Presumo que a AND tenha razão nas afirmações que faz e que, de facto, os requisitos legais para esta exigência não se fiquem pela simples discussão na AR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, podemos entender como sendo algo arrogante da parte da AND esta reacção face a uma iniciativa concreta com vista ao reconhecimento da profissão. Além disso, &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;esta associação faz questão de realçar&lt;/span&gt; o seu conhecimento dos mecanismos jurídicos, sendo que nos seus próprios estatutos podemos encontrar várias situações questionáveis. Ora vejamos:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Artigo 29.º (Exercício da profissão), ponto 1: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;1- Apenas os profissionais inscritos na AND podem, no território nacional, usar o título profissional de designer e praticar os actos próprios da profissão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;2- Genericamente, os actos próprios da profissão de designer consubstanciam-se em estudos, projectos, planos e actividades de consultoria, reportados ao domínio do design tridimensional e bidimensional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;(retirado dos &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 153, 0);" href="http://www.and.org.pt/portal/alias__AND/lang__pt-PT/tabID__90/FirstChild__-1/DesktopDefault.aspx"&gt;estatutos da AND&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;A ordem ainda não existe. Existem as associações. Segundo os estatutos da AND, é necessário ser sócio (e pagar as quotas) da associação para se poder praticar design. Ora, isto não é verdade – nem legal. Qualquer associação apenas pode regular sobre os seus associados; só as ordens profissionais podem regulamentar a actividade alheia – chama-se a isto capacidade jurídica de direito público (que as associações não têm). É curioso que o departamento jurídico da AND, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;que referiu &lt;span style="font-style: normal;"&gt;o seu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; conhecimento dos procedimentos legais neste contencioso com a APD, seja responsável por este tipo de afirmações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Artigo 29.º (Exercício da profissão), ponto 1: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;3- O designer deverá usar como única abreviatura do seu título académico e profissional a designação: D.er &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;O título profissional é uma demonstração de orgulho oco, que neste caso pode até ser interpretado  como um complexo em relação aos arquitectos. A prática do “senhor doutor”, “professor doutor” ou “senhor arquitecto” (e a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;concretizar-se esta proposta&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;, “senhor designer”) é um caso concreto em que se tenta im&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;por artificialmente um determinado estatuto social, em vez de o conquistar dentro da sociedade através de acções. Falta compreender que a profissão só avançará com discussões e argumentos abertos, e não com indicadores postiços de respeito e estatuto como o são os títulos profissionais, um triste resquício de tradições oitocentistas. A profissão afirmar-se-à através de actos, e não obrigando as pessoas a tratarem-nos como Sr. D.er, dando até a impressão de que não se terá outra forma de afirmar o seu trabalho que não seja a imposição desse “respeito”.&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para terminar, a AND diz-se, e cito, &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;“a instituição representativa dos licenciados e diplomados em Design que, em conformidade com os presentes estatutos e demais disposições legais aplicáveis, exercem a profissão de designer” (Estatutos, Artigo 1º, alínea 1)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;. É curioso como, ao longo de um curso de 5 anos, nunca se sentiu a presença (e mesmo a existência) da associação que supostamente me representa agora que o terminei. E já agora, a profissão de designer, legalmente, ainda não existe (e daí a petição); mais um caso em que o departamento jurídico da AND podia ser mais atento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Demonstrações de força como a carta aberta da AND não vão, naturalmente, resolver qualquer dos problemas com que a actividade se debate agora. Temos duas associações que lutam pelo mesmo território, defendendo as mesmas causas e agitando as mesmas bandeiras. Porquê, então, esta animosidade face a uma causa comum? Não é a primeira vez, e certamente não será a última. É uma pena que se gastem energias em lutas de poder e no caminho desprezar a discussão aberta e sincera sobre as questões práticas com que todos nos debatemos enquanto designers. E isto diz respeito às duas associações, claro. Ninguém sai bem deste episódio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;Nota: É estranho como, sendo o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;pólo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;de comentários que é o &lt;a href="http://ressabiator.blogspot.com/"&gt;Ressabiator&lt;/a&gt;, os últimos dois posts (sobre a &lt;a href="http://ressabiator.blogspot.com/2006/08/o-direito-burocracia.html"&gt;petição&lt;/a&gt; e sobre &lt;a href="http://ressabiator.blogspot.com/2006/08/o-estgio.html"&gt;estágios&lt;/a&gt;) não tenham recebido ainda qualquer comentário, apesar de terem sido publicados há mais de uma semana. É curioso como a discussão do estatuto do design e do designer, em termos abstractos (por exemplo &lt;a href="http://ressabiator.blogspot.com/2006/04/literacia-visual.html"&gt;esta&lt;/a&gt;), atrai tantas pessoas para dar o seu contributo; por outro lado, quando se abordam problemas concretos, práticos e actuais da actividade, ainda não surgiu nada. Espero que seja das férias e que este assunto não fique pelo caminho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12918184-115686878541061952?l=cursivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/115686878541061952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/115686878541061952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cursivo.blogspot.com/2006/08/re-petio_29.html' title='Re: Petição'/><author><name>cursivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02446828099777411381</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12918184.post-114709606342758950</id><published>2006-05-08T14:38:00.000+01:00</published><updated>2006-05-11T11:41:54.593+01:00</updated><title type='text'>5 meses depois</title><content type='html'>O blog ficou abandonado, muito contra vontade. O problema é que encontrei coisas mais urgentes para fazer. Se calhar também é culpa de algum preciosismo da minha parte, que me faz reler dezenas de vezes os meus textos antes de os publicar; o resultado é que aparece pouca coisa.&lt;br /&gt;A ausência de posts recentes tem uma explicação fácil que não a preguiça: desde Janeiro que estou na Holanda (Erasmus) a estudar. O fluxo de novas coisas a absorver combinado com o corte de ligações com Portugal fez com que este blog fosse negligenciado, com alguma pena minha.&lt;br /&gt;No entanto, isto não significa que não tenha mais nada para dizer, muito pelo contrário. A desculpa é velha, mas gostava de ter tempo para dar a este blog a dedicação que ele merece. Seguir-se-ão num futuro próximo mais diatribes sobre a condição do design nacional, com picadelas a quem, na minha modesta opinião, as deve levar.&lt;br /&gt;Para além das devidas desculpas a quem terá visitado este blog à procura de algo novo nos últimos 5 meses, uma recomendação: colocar este blog num qualquer newsreader (eu uso o &lt;a href="http://www.bloglines.com"&gt;Bloglines&lt;/a&gt;), e dessa forma será fácil ficar a saber quando é que este pequeno sítio voltou à vida.&lt;br /&gt;Coisa que acontecerá no final de Junho, a sério.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Recebi um mail (através de vários intermediários) de um elemento da direcção da APD que, por meio de vários outros comentários (que aqui serão reproduzidos), me acusava de não dar a cara - tal não se deve a qualquer necessidade de refúgio no anonimato, mas sim a nunca me ter dado ao trabalho de preparar uma conta de e-mail para isto - só recebi o mail através de um elemento da AEFBAUP que a APD contactou para o efeito. Não pensava que esse problema se colocasse, mas enfim, asneira minha. Será resolvido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;EDIT: Ja esta disponivel um mail para qualquer tipo de feedback. Ali a direita, abaixo de "About Me". A falta de acentos e culpa do teclado holandes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12918184-114709606342758950?l=cursivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/114709606342758950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/114709606342758950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cursivo.blogspot.com/2006/05/5-meses-depois.html' title='5 meses depois'/><author><name>cursivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02446828099777411381</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12918184.post-113683712056052917</id><published>2006-01-09T19:32:00.000Z</published><updated>2006-01-09T22:49:42.690Z</updated><title type='text'>APD</title><content type='html'>Há pouco terminou a sessão de esclarecimento que a APD veio fazer à Faculdade de Belas Artes, que tinha como objectivo dar a conhecer a dita associação junto de potenciais interessados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo de início, algo já não estava bem:  fomos presenteados com uma apresentação deslavada em Powerpoint, com enfoques demasiado longos no fraquinho &lt;a href="http://www.apdesigners.org.pt/"&gt;logo da APD&lt;/a&gt;. Sucederam-se as premissas da associação, com um ar de algo já visto: os seus objectivos serão a "protecção da classe", "representar os profissionais junto do Estado", "zelar pelo normal funcionamento da classe" e outros pontos que nos levam para o domínio dos lugares-comuns, tão caros ao discurso corriqueiro de tecnocratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta apresentação (que no final apela convenientemente à adesão de todos à APD) parte de princípios bastante questionáveis. O que dominou foi um discurso básico, quase demagógico, à volta da defesa da profissão e da auto-regulação; falo de demagogia devido à insistência em argumentos como a limitação do exercício de design a licenciados, que cai sempre bem a um estudante, futuro licenciado, que nunca tenha pensado muito na coisa (é um assunto que surgirá novamente neste blog), e o não reconhecimento por parte das entidades fiscais da profissão de designer, que me parece mais um argumento fácil e circunstancial para aumentar o discurso do coitadinho e do orgulho profissional do que alguma preocupação honesta com o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou-se também na necessidade de estabelecer critérios de qualidade dos trabalhos e dos próprios designers, e é aqui onde a argumentação ganha contornos mais perversos. Para não me alongar demasiado, apenas posso dizer que não tenho muita confiança quando ouço as mesmas pessoas que apresentam directivas em apresentações Powerpoint sofríveis a falar da necessidade de padrões de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto que me causou bastante incómodo é a apresentação da associação como um foco de consenso entre os designers. O problema é que não podemos falar de consenso se não existe qualquer discussão formal sobre qualquer assunto - basta tomarmos o exemplo da tão desejada Ordem dos Designers, que foi referida, e cito, como um "desenvolvimento natural" da própria APD. Existem toda uma série de polémicas e questões menos superficiais que parecem querer ser ignoradas e tomadas como certas pelas mesmas pessoas que dizem procurar estabelecer consensos sobre elas - e isto é mais do que grave, é desonesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo desta ausência de consenso é o facto, discutido em profundidade nesta sessão, de existirem duas associações de designers a realizar trabalho paralelo: a APD e a AND. Quando perguntei se existiam contactos entre as duas, deu para perceber que existem problemas muito mal resolvidos dentro da própria classe. Parece existir uma birra entre as duas, embora o senhor da APD tenha admitido que a única diferença entre as duas são os estatutos (?!) Se a própria estratégia de associativismo é passível de discórdia, não é concebível que estas duas associações nos tentem vender assuntos como a Ordem enquanto opiniões consensuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é triste, no final, é assistir a uma sucessão de argumentos mal polidos em função da burocratização do design, cujos resultados parecem convir mais aos anseios mais tecnocráticos de alguns do que à relevância do próprio design. Ao menos, deu para perceber com quem é que estamos a lidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: Mandei um mail à AND com algumas questões sobre os seus estatutos há três semanas. Ainda não me responderam. Será o assunto do próximo post.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12918184-113683712056052917?l=cursivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/113683712056052917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/113683712056052917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cursivo.blogspot.com/2006/01/apd.html' title='APD'/><author><name>cursivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02446828099777411381</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12918184.post-113094447241631132</id><published>2005-11-02T14:54:00.000Z</published><updated>2005-11-02T15:30:07.906Z</updated><title type='text'>Realinhamentos</title><content type='html'>Já há algum tempo que estava para escrever algo acerca da nova imagem da TMN, e um artigo no &lt;a href="http://www.alistapart.com/"&gt;A List Apart&lt;/a&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Good Designers Redesign, Great Designers Realign&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://www.alistapart.com/articles/redesignrealign"&gt;link&lt;/a&gt;) - serviu como motivação para meter as mãos ao teclado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisa de um mês a TMN presenteou-nos com uma reviravolta total não só na sua imagem corporativa como na abordagem à atitude da marca. Todos vimos os quiosques ostentando uns belos jornais azuis, tal como os omnipresentes outdoors e anúncios. Um executivo da PT referiu o custo de toda a campanha como envolvendo "montantes avultados" (se ouvimos uma das maiores empresas nacionais a falar de montantes avultados, é porque deve ser mesmo muita coisa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não deixo de pensar que há algo de estranho na nova campanha da TMN. Ela encaixa-se bem no conceito de "realinhamento" expresso no artigo que mencionei no início; no entanto, a ideia que fica é que há uma tentativa bastante arriscada de tentar redefinir a identidade da marca baseando-se no universo jovem e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cool&lt;/span&gt; (correndo o sério risco de alienar uma parte da clientela). A TMN quer mostrar que é como nós, gosta de piercings, gosta de estar connosco, acima de tudo gosta da vida como ela é. O que parece esquecer é que, pelo menos por enquanto, ainda é apenas uma empresa que quer vender telemóveis. E volvido um mês desde o início da campanha, a multitude de anúncios ainda não mostrou um único produto ou serviço - dá a ideia que eles querem mesmo assegurar-se que todos sabemos que eles mudaram. O problema é que nada ainda mudou - uma visita ao site mostra-nos que os seus produtos são exactamente os mesmos de há uns tempos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fará sentido este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rebranding &lt;/span&gt;à americana onde nem um jingle hip-hop falta? Não será um pouco despropositado conotar a marca TMN com um estilo de vida jovem e moderno (afirmando-a como uma supermarca, na boa tradição Nike), sendo que ela continua apenas a vender telemóveis e sem trazer nada de novo com a campanha? Não seria mais seguro tentar afirmar a sua identidade através dos produtos que vende, tal como fazem as suas concorrentes que vendem vários produtos e com eles várias atitudes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através desta óptica, parece-me que todo o investimento é dinheiro deitado ao lixo se não for rapidamente materializado em algo concreto - nomeadamente telemóveis. Porque de uma empresa como a TMN espero acima de tudo um telemóvel de jeito e um tarifário decente; se tudo o que eles têm para dar é o consolo de gostar das coisas que eu gosto, até fico contente - mas vou comprar o meu telemóvel a outro lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12918184-113094447241631132?l=cursivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/113094447241631132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/113094447241631132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cursivo.blogspot.com/2005/11/realinhamentos.html' title='Realinhamentos'/><author><name>cursivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02446828099777411381</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12918184.post-111620074726147650</id><published>2005-05-16T00:24:00.000+01:00</published><updated>2005-05-16T01:01:36.780+01:00</updated><title type='text'>Mais valia terem dito logo que não era a sério</title><content type='html'>O mês de Maio já vai avançado, e pelos vistos, este ano não há mesmo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dia do Design&lt;/span&gt; na FBAUP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa não surpreende, vista a crescente displicência na organização deste acontecimento. Desde há uns anos que tem vindo a piorar, para resultar no desaparecimento total de um evento que teria um potencial (que nunca foi efectivamente aproveitado) de mostrar, a nível interno e externo, o que se faz dentro do curso de Design. Se há algum tempo os professores ainda expunham e falavam dos trabalhos na Aula Magna, recentemente já nem isso sucedia, sendo os únicos testemunhos do trabalho dos alunos "expostos" sem critério nas salas de aulas, retirando-lhes qualquer dignidade que estes pudessem ter. O único aparato visível eram os cartazes a divulgar o acontecimento: dezenas e dezenas de cartazes com uma impressão de fazer inveja espalhados pela faculdade. Nem quero imaginar a despesa que essas impressões implicaram, ainda mais tendo em conta que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nem um único&lt;/span&gt; dos cartazes foi colocado fora da faculdade. Parece que os próprios organizadores têm vergonha do que estão a fazer, e ao não expor demasiado o evento ao público em geral, evita-se um embaraço. Que conveniente. Resta perguntar porque é que se fazem mais de cem cartazes se o público alvo apenas está dentro de portas. Analogia à cegueira colectiva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste tal demonstração de desinteresse total face ao que se faz na FBAUP. Torna-se até revoltante ouvir discursos moralistas acerca da necessária promoção dos alunos e dos trabalhos da faculdade da boca das mesmas pessoas que não estão dispostas a fazer nada para que tal se concretize. Não faço ideia se a questão foi levantada dentro do Departamento de Design, mas se não houve uma chamada de atenção geral acerca de uma lacuna que é realmente grave, então estamos mesmo, mesmo muito mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi muitas vezes queixas de colegas de Pintura e Escultura a lamentar o facto de não haver um dia dedicado a cada um desses cursos. Se for para ter o mesmo destino do que o Dia do Design, nem vale a pena tentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12918184-111620074726147650?l=cursivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/111620074726147650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/111620074726147650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cursivo.blogspot.com/2005/05/mais-valia-terem-dito-logo-que-no-era.html' title='Mais valia terem dito logo que não era a sério'/><author><name>cursivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02446828099777411381</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12918184.post-111619909795086454</id><published>2005-05-16T00:16:00.000+01:00</published><updated>2005-05-16T00:56:36.423+01:00</updated><title type='text'>Cursivo</title><content type='html'>O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cursivo &lt;/span&gt;é, ou quer ser, um local aberto de discussão aberta sobre (mas não restrita ao) design, cultura visual e à FBAUP na sua generalidade. Vamos a ver no que dá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12918184-111619909795086454?l=cursivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/111619909795086454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12918184/posts/default/111619909795086454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cursivo.blogspot.com/2005/05/cursivo.html' title='Cursivo'/><author><name>cursivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02446828099777411381</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
